Performance “Imaginar é percorrer distâncias” convida público a experimentar a cidade

Texto: Ana Ornelas | Imagem: Divulgação

Entre os dias 12 e 14 de março, o centro de Campinas recebe a ação “Imaginar é percorrer distâncias”, parte do projeto “Estudos para aterrissar”, contemplado pelo Edital de Arte e Cultura 2025/2026 da Diretoria de Cultura (DCult) da Pró-reitoria de Extensão, Esporte e Cultura (ProEEC). A atividade acontece às 15h no Largo do Rosário e propõe uma experiência artística aberta ao público que reúne diferentes linguagens e convida o público a participar da ação.

Desenvolvido por um coletivo de estudantes da Unicamp, o projeto reúne participantes das áreas da dança, das artes visuais, do teatro e da música. A proposta é explorar a performance como um campo de experimentação que permite o encontro entre diferentes práticas artísticas e o espaço urbano.

Segundo a estudante de graduação em dança Maya Matta, integrante do projeto, a ação nasceu dessa aproximação entre linguagens. “A performance tem essa pele porosa, misturada. Ela permite reunir várias linguagens e propor experiências que não partem apenas de uma forma específica de arte, mas de uma ação que atravessa diferentes práticas”, explicou.

Inicialmente voltado para ações educativas, o grupo decidiu ampliar suas atividades e convidar artistas de outras áreas para desenvolver intervenções no espaço urbano. “A gente queria pensar em outras maneiras de viver a cidade e reinventar essa experiência do espaço urbano pela imaginação. A performance abre essa possibilidade de criar ações na rua que envolvem diretamente quem passa por ali”, afirmou Maya.

Cada exemplar reúne textos, imagens e instruções que estimulam pequenas ações performativas, muitas delas relacionadas à caminhada e à observação do espaço urbano.

Durante a ação, os artistas ocuparão o espaço público com duas cadeiras e placas informando a disponibilidade de livros gratuitos. Quem se aproximar poderá escolher um livro, objeto que funciona como um convite para experimentar a cidade de outras formas. Cada exemplar reúne textos, imagens e instruções que estimulam pequenas ações performativas, muitas delas relacionadas à caminhada e à observação do espaço urbano. “A ideia é que a performance não seja feita só por nós. Quem leva o livro também assume um compromisso de experimentar uma das propostas em algum momento. Pode ser no mesmo dia ou até daqui a muitos anos, mas a pessoa passa a fazer parte da ação”, contou a estudante.

Para a estudante de Artes Visuais, Virgínia Rigotti, que também integra o projeto, o título da ação, “Imaginar é percorrer distâncias”, sintetiza esse convite à imaginação. “‘Imaginar’ é importante porque a ação convida a não aceitar apenas o real que está dado diante de nós. Já ‘percorrer distâncias’ tem a ver com essas experiências que acontecem enquanto caminhamos”, explicou.

A ação integra o conjunto de atividades do projeto “Estudos para aterrissar”, desenvolvido entre setembro de 2025 e setembro de 2026. Além das performances urbanas, o grupo também prevê a realização de oficinas, a apresentação de um minidocumentário e a escrita de um artigo poético, que funcionam tanto como processos de criação artística quanto como formas de estudo para o coletivo.

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